O que move os mercados nesta manhã
O Brent voltou a romper os US$ 90 por barril depois que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã chegou ao fim e novos ataques atingiram petroleiros da ADNOC no Estreito de Ormuz — via por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial e que segue praticamente paralisada desde o início do conflito, no fim de fevereiro. Na manhã desta terça, apenas o WTI negocia perto de US$ 84,50, com o barril ainda pressionado pela escalada. Na Ásia, o Nikkei fechou em queda de 2,54%, a 67.460 pontos, liderando as perdas, enquanto o Hang Seng conseguiu fechar em leve alta de 0,07%. Os futuros europeus operam no vermelho: Euro Stoxx 50 recua 0,46% e DAX cede 0,45%, refletindo o mesmo temor de contágio inflacionário pela commodity.
Como fechou o último pregão
Wall Street fechou ontem, segunda-feira, pressionada pelo mesmo movimento do petróleo: o S&P 500 caiu 0,52%, a 7.745 pontos, o Dow Jones recuou 0,51%, a 53.460 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,32%, a 26.645 pontos. O rendimento da Treasury de 10 anos avançou para perto de 4,68%, no que o mercado lê como sinal de que o Fed pode ter de conviver com mais tempo de pressão inflacionária vinda da energia. O ouro recuou mais de 2%, pressionado simultaneamente pela alta do petróleo e dos juros longos. No Brasil, o Ibovespa encerrou a décima sessão seguida no negativo, com queda de 0,09%, a 166.783 pontos, enquanto o dólar cedeu 0,41%, fechando a R$ 5,199.
Agenda do dia
Nos Estados Unidos, o destaque é a produção industrial de julho, divulgada ao longo da manhã. O mercado já olha para quarta-feira, quando sai a ata da última reunião do Fomc, e para sexta, com os PMIs industrial, de serviços e composto — termômetros do ritmo de atividade americana em meio à pressão de custos de energia. No Brasil, a semana segue com a reunião do Conselho Monetário Nacional marcada para quinta-feira.
A leitura para o portfólio
O quadro da manhã é de cautela: petróleo em alta, juros longos pressionados e ouro perdendo força — combinação que tende a pesar sobre ativos de risco na abertura. Na prática, isso sugere viés mais defensivo para o BOVA11 e o IVVB11, com o NASD11 mais sensível ao movimento dos yields americanos. Do lado das commodities, o GOLD11 tende a refletir o mesmo recuo visto no ouro internacional, enquanto o real segue apoiado pelo diferencial de juros e pelo dólar mais fraco lá fora. O fio condutor da semana continua sendo o Estreito de Ormuz: qualquer sinal de normalização do tráfego marítimo muda o cálculo de risco para o resto dos ativos.
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Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento. Analista responsável: CNPI Nº 261 — Solis Research Ltda.